
Durante a pandemia, quando ficamos circunscritos aos limites da nossa casa, surgiram conversas, campanhas e movimentos a favor da saúde mental, tornando-se num dos temas mais defendidos pelos trabalhadores.
As doenças que mais afetam a nossa mente são a depressão e a ansiedade. No entanto, a doença silenciosa e perigosa que está a afetar cada vez mais pessoas é a síndrome de Burnout, designada como doença, em 2022, pela OMS.
O Burnout está relacionado com atividades profissionais, vida familiar ou académica exigente, que originam altos níveis de stress, resultando em exaustão. Normalmente, é consequência de fatores externos, sobretudo, pressão laboral, excesso de tarefas, demasiadas horas de trabalho, relações difíceis entre colegas e patrões, entre outros. O sentimento persistente de cansaço, insónias, sonolência constante, dores de cabeça e no corpo são os sintomas físicos habituais. Como sintomas emocionais estão associados a desmotivação, insatisfação, frustração e isolamento.
Portugal está em primeiro lugar no ranking europeu de risco da doença de Burnout, que apresenta três fases:
Exaustão emocional
É a primeira fase que se reflete no cansaço, na sensação de sobrecarga e exaustão física e/ou emocional, tornando-se difícil suportar o trabalho.
Despersonalização
Passa a haver um comportamento distante e impessoal relativamente às pessoas que o rodeiam. Atitudes assim podem ser fruto do esforço para conseguir cumprir com a exigência das atividades que lhe competem.
Baixa realização profissional
O trabalho torna-se desmotivador, levando a sentimentos negativos, como desinteresse, baixa produtividade e insatisfação. Assim, a sensação de realização profissional e pessoal, bem como a eficiência e a capacidade de interação ficam comprometidas.
Desta forma, as empresas têm de apostar em estratégias que promovam um ambiente laboral mentalmente saudável. Ser flexível e empático com os problemas profissionais e pessoais, respeitar o horário pós-trabalho, contratar mais colaboradores, certificar-se das suas competências e distinguir o que é realmente urgente do restante são algumas sugestões por onde começar.
Para os trabalhadores também existem pequenas coisas que podem fazer: optar por uma alimentação mais saudável e fazer exercício físico, pois ajuda a ter energia e a reduzir o stress; diminuir as tecnologias, principalmente em lazer; rejeitar tarefas que não sabem fazer e que podem afetar negativamente o seu trabalho; ter um hobbie que ajude a distrair a mente; e focar-se nas soluções e não nos problemas são algumas delas.
Assim, investir em formação relativa à organização do trabalho, gestão de conflitos e de equipas ou comunicação pode ajudá-lo a melhorar o ambiente laboral. Sabia que a B Formação coloca ao seu dispor um conjunto de formações em diferentes áreas, podendo selecionar as que mais se adequam às necessidades da sua empresa?
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